Nova operadora do Brasil; animes na TV aberta (outra vez) e mais

Otaku brasileiro é persistente! E outros assuntos.

Sexta-feira, 5 de novembro de 2021.

Esta é a primeira edição de A Newsletter do Henrique Picanço! Você pode não saber, caro(a) leitor(a), mas eu estava morrendo de saudades de escrever para o grande público sobre as minhas paixões. Mas, seguramente, não estava com nenhum pouco de saudades dos baixos números no Google Analytics. Então, saber que esta newsletter VAI ser enviada ao total cadastrado é um alívio para mim!

Mas chega de papo. Bora pros assuntos de interesse da semana!

Em 4ª encarnação, "Mais Geek" retorna a TV aberta

O programa "Mais Geek", que começou na Rede Brasil como "Senpai TV", migrou para a PlayTV como "Mais Geek", que passou para o extinto canal Loading como "Mais Geek", agora encontrará sua quarta casa na TV em pouco mais de 5 anos.

O programa agora será transmitido pela Rede Bandeirantes, durante a madrugada do canal, de segunda a sexta-feira. O horário, ingrato, ficará entre um programa esportivo (O Esporte Total, telejornal esportivo exibido a partir de 1 da manhã) e a reapresentação do Jornal da Band, que começa por volta de 2h45 - antes do início da programação ao vivo do dia.

Neste retorno, o Mais Geek, que já desde sua concepção era uma mesa redonda sobre assuntos otakus entre um anime e outro, transmitirá Dragon Ball Super, em sua primeira exibição na TV aberta - o anime já foi exibido, e reexibido (e rereexibido) pelo Cartoon Network.

Sorte ao projeto - e espero que consigam um horário melhor noutro dia da semana, já que acompanhar um programa como esse na madrugada de segunda para terça já seria bem puxado, agora imagina fazer isso 5x por semana?

O “Mais Geek” na Band começa na próxima segunda-feira, 8 de novembro de 2021.

O Brasil vai perder uma operadora de celular, mas vai ganhar outra: Adeus, Oi! Olá… Winity?!

Quem acompanha o mundo da tecnologia, volta e meia acaba se deparando com informações sobre o mercado de telecom no Brasil. Nos últimos tempos, a Vivo, a Claro e a TIM têm se articulado para, juntas, comprar a Oi Móvel. Com isto, 94% do mercado de telefonia celular do Brasil ficará concentrado em três empresas. Mesmo que até para os mais leigos isto signifique monopólio, o regulador antitruste do Brasil, o CADE, parece favorável a venda. Depois que a compra for aprovada — e isso vai acontecer, não se engane — a Oi será picotada entre as compradoras. Os clientes, por exemplo, irão para a operadora que tiver menos clientes naquele estado. Por exemplo, no Rio de Janeiro, os clientes da Oi serão transferidos para a TIM.

Mas, para a surpresa de muitos, uma reviravolta aconteceu no leilão da tecnologia 5G, próxima geração de internet móvel. A Winity II Telecom comprou, por quase 1.5 bilhão de reais, a frequência de 700mhz. Um preço muito acima do que a ANATEL estava ofertando. Para ter-se uma ideia, as concorrentes ofereçam, cada uma, 300 milhões - no máximo. Existem outras faixas de 5G que também foram leiloadas, obviamente vendidas para a Tim, Claro e Vivo.

Mas bem, o que é a Winity II Telecom? Bem, nem eu sei. Apenas sei que agora ela terá que cobrir todo o território nacional e instalar redes 4G em diversas localidades. Provavelmente ela será uma empresa que fornece a sua rede para a criação das chamadas "operadoras virtuais". Estas operadoras virtuais fornecem planos de telefonia, mas usam as torres de transmissão de outra empresa. É o caso da Correios Celular, dos Correios, e da Magamais, da MagazineLuiza, que contrataram uma empresa chamada Surf Telecom que, por sua vez, aluga a rede da TIM (e sim, essa sopa de contratos e sub-contratos é uma bagunça — mas tem funcionado). A Intercel, do Banco Inter, por sua vez, usa a rede da Vivo. Com este arremate da Winity II Telecom, ela poderá construir sua própria rede e vender o acesso a ela as estas operadoras — com a vantagem de poder fazer seu marketing, colocando-se como rede 5G.

Grupo Discovery anuncia preços do Discovery Plus no Brasil. Mas eu recomendo esperar!

O Grupo Discovery anunciou seus preços brasileiros para o serviço Discovery+. O novo streaming é a mais nova peça no tabuleiro nacional de serviços de streaming, que já conta com trocentos outros serviços. A diferença deste novo serviço será o catálogo de produções da empresa, como os documentários da própria Discovery, programas do TLC como Irmãos à Obra, Casamento Ideal e outros programas de outros canais da empresa, como o Animal Planet, Discovery Science, Food Network, HGTV, Investigação Discovery e Discovery Kids. O valor da assinatura mensal será de R$16,90.

Mas eu disse que recomendo esperar. O motivo? É que recentemente a Warner Bros, digo, a “WarnerMedia” e a Discovery anunciaram uma fusão nos Estados Unidos e, nesta fusão, nascerá a… “Warner Bros. Discovery” (espero que o gênio que inventou esse nome ganhe um aumento). Neste resultado, seriam somados os conteúdos de ambas as empresas, mas também deixa uma dúvida que poderá marcar este mercado: A WarnerMedia tem o HBO Max. Já a Discovery, o Discovery Plus. Nesta fusão, parece claro (e meu bolso espera) que um deles vai rodar, já que não faria sentido nenhum manter dois serviços semelhantes e que poderiam se beneficiar de uma reunião de todos os conteúdos sob uma mesma assinatura (NÃO É MESMO, DISNEY?!)

Então seria mais prudente esperar para ver se em 2022 haverá a esperada fusão da Discovery e da Warner Bros sob a marca do HBO Max. Ou você pode pagar o Discovery Plus agora e esperar pelas próximas movimentações neste setor enquanto assiste a algum programa de culinária ou assiste alguém consertando uma casa.

Bem, acredito que para uma primeira vez, está ótimo!

Esta foi a primeira edição d`A Newsletter do Henrique Picanço. Só meus neurônios sabem como foi a produção deste primeiro texto. Mas a segunda edição já está no formo. Até a semana!